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domingo, outubro 29, 2006

Pensando como Hamlet...

Ser ou não ser? Eis a questão.
Ser ou não ser o que todos desejam que eu seja?
Ser o que ela, ele ou você desejam que eu seja?
Ou ser simplesmente eu? Ser todos e ser apenas um.
Mas, se ser ou não ser traz tanta confusão, o que devo ser então?
Ser ou não ser é a questão ou a paranóia de viver?
Ser ou não ser o grito disfarçado de gargalhada.
Ser e dizer a palavra que conforta no peito oprimido, que dispensa apresentação.
Ser ou não ser, caleidoscópio de emoções.
Ser ou não ser? Eis a questão ou já não é a questão?
Afinal SER é uma obsessão contagiante e distinta que se perde em meio a delírios eloqüentes de uma maneira nostálgica.
Ser ou não ser? Eis a questão para uma multidão que caminha de maneira desenfreada para o confronto que busca a paz de um jeito tão violento.
O SER para eles já está definido? Ou há mais do que ser ou não ser?
Talvez haja, para alguém na multidão que busca uma solução além dos seus próprios delírios ou para a criança, que brinca na rua ou o velho que, sozinho, espera uma palavra amiga...
Talvez o ser ou não ser seja um momento que não se define e que esteja perdido em tanto tumulto, em meio a tantos sonhos.
Ser ou não ser é a questão ou a incógnita de estar vivo? De respirar? De conviver em sociedade e caminhar todo dia em busca do desconhecido?
Talvez seja o irônico, a coincidência de viver cada dia esperando o próximo...
Talvez seja o sonho de saber quem realmente é você...
Talvez seja a esperança de atingir as expectativas impostas ao nascer...
Afinal o que é ser ou não ser?
Porque ser o “Não Ser”?
Ah... Deixa para lá...

Um comentário:

Anônimo disse...

bom...se for do meu lado...vc pode ser..n ser...ou ate inventar uma nova forma de ser...rs...pq ja te falei...te adoro...bjus

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